Amo amar um ser medonho,
uma criatura vil sem amor no coração,
que já despedaçou mais de mil
e outros mais mil ainda virão,
Gosto de como seu ódio por mim pulsa,
numa veia sem calor desejando a minha dor,
assim me derruba, me empurra e me puxa,
e sem perceber, minha vida já acabou,
Adoro seu olhar de assassina,
programando minha morte, desejando apenas má sorte,
roubando o meu norte, desfigurando o meu porte,
parar na minha frente e ser cínica,
Diz que não mereço amor, paixão e companhia,
transformando tudo em preto, vermelho e cinza,
me deixando apenas com rancor, solidão e total falta de alegria
sobre uma coisa referida como elo em desespero e antipatia, ironia.
Mais fácil sentir por outros,
que ser sentido pelos outros,
Melhor se arremessar por ninguém,
que ser arremessado por alguém,
Melhor ficar à luz do Sol a vida toda,
do que passar a vida correndo à sombra,
Melhor viver jogado ao vento,
do que ser preso ao momento,
Melhor viver o hoje indo lá longe,
que o passado logo aqui ao lado,
Melhor é não te ter, mesmo te querendo.
O gostar é vermelho,
o querer é amarelo,
a vontade é azul,
ela é o castanho,
o desejo amarelo,
a beleza azul,
porém ela é verde.
Como dizer que se importa,
sem dizer que gosta?
Como dizer que gosta,
sem causar espanto?
E se eu for direto,
disser que começo a me importar,
que estou começando a gostar,
haveria diferença?
Você ainda assim ficaria por aqui?
Simplesmente sairia correndo,
ou me responderia com um sorriso?
E se eu fizesse assim…
Alguns poderiam descrever meu hoje, meu tempo,
como um dia do mais puro tédio, com tanto silêncio,
mas não foi bem assim, não foram horas jogadas ao vento,
Eu apenas não tive vontade de nada,
sem vontade de ouvir, sem vontade de tocar,
com vontade de relaxar sem fazer nenhuma parada,
sem vontade de ler e estava com preguiça até de levantar,
Pois só tinha vontade de uma coisa,
só tinha vontade de reviver,
de reviver você, de rever você,
de ser irônico, impulsivo e chato,
de esquecer rimas e de mandar a doença para o inferno,
E que o mundo acabe com raios, meteoros ou tornados,
por mais que às vezes eu não queira,
felizmente, ou não, eu sou do tipo apaixonado,
talvez, ou não, seja isso o que você deseja,
E se isso vai, ou já não o fez, acabar com tudo,
se é que você considera “tudo”, e não “o pouco”,
o que havia entre nós, sendo ou não algo oco,
que chegue então esse fim do mundo,
E que eu fique à sós com meu romantismo,
combinado com o meu ceticismo,
pensando no seu egocentrismo.
Nada adianta amar e não ser amado,
nada adianta olhar e ser ignorado,
como nada adianta, eu sem ter você,
Poderia ser de verdade,
se seu amor por mim fosse tão real,
quanto deveria ser na realidade,
e como eu poderia te amar, seria normal
Eu paro quando ouço sua voz,
quando sinto seu olhar,
quando há apenas nós,
e nada mais há,
Se há consequência pelo seu verdadeiro amor,
não me importo em sofrer, pagar,
só não posso ficar como assim estou,
continuar sem poder te ter, te amar
Agora você fica na dúvida,
quem sabe um dia isso venha a mudar,
desejaria eu que essa noite fosse a última,
que você passa sem me amar,
Saia um dia comigo e eu posso tentar,
senão só o que posso fazer é sonhar,
sonhar um sonho livre onde eu possa voar,
voar até você e para meus braços lhe puxar,
e acordar na melhor de todas as partes,
aquela que nem consigo… lembrar…
Aquele momento inesperado de um reencontro,
olhando-a de lado e apenas seguir andando,
foi percebido que o sentimento está enterrado
e que finalmente está pronto,
Aqueles olhos que me tentam sem nada fazer,
não tanto conseguiram, nem tanto mais quanto irão,
e o olhar olhando pude perceber,
que estou vazio por dentro no momento,
Andando ao relento,
sentindo sua fragrância no vento,
sua presença naquele momento,
e por dentro vazio,
entretanto, ela ainda parece adorável.
Eu costumava gostar de você,
mas em certo momento eu precisei pensar,
eu raciocinei e percebi que,
Gostar de você sem você gostar de mim,
é como querer tomar banho de chuva sem se molhar,
é como acontecia, eu olhava no seus olhos
mas seus olhos não olhavam os meus,
Então eu costumava gostar de você,
e se você precisou pensar,
ou se o tempo lhe mudou,
gostar de você se tornou algo inútil para mim.